A História faz-se todos os dias! Hoje são 82 anos de vida associativa!

A Associação dos Avicultores de Portugal é a organização ornitológica mais antiga de Portugal e, seguramente, uma das mais antigas do mundo e completa hoje, dia 1 de Julho, 82 anos de atividade. A pensar nos sócios e nos seus amigos, a AAP propõe o seguinte: Quem se inscrever a partir de hoje e até ao final do mês de Julho, não pagará joia e a quota terá um desconto de 10%.
Considera-se que o nascimento moderno da avicultura ocorreu em 1903 com a realização da «1ª Exposição de Avicultura» inaugurada pela Rainha D. Amélia cuja fotografia ainda existe na nossa sede. Depois desta data, realizaram-se exposições anuais no Parque Eduardo VII em Lisboa. Em 1911, depois da implantação da República, teve lugar a «1ª Exposição Anual de Avicultura», organizada no mês de Maio, pela Associação Central de Agricultura Portuguesa (ACAP), a que se seguiram, de forma continuada, a organização de exposições em vários locais da cidade de Lisboa. A ACAP tinha uma «Comissão de Avicultura» que em 1936 se transformou em «Secção Técnica de Avicultura».
Provavelmente, por não encontrarem na ACAP o apoio e o incentivo que ambicionavam obter dela, um grupo de aficionados constituiu, em Maio de 1935, o Grémio dos Canaricultores de Portugal (GCP). As organizações das exposições sucederam-se nas instalações da ACAP, no Chiado, no Ateneu Comercial de Lisboa, no terraço do Diário de Notícias e nas suas instalações na Rua da Palma. No início de 1943 o GCP passa a chamar-se Associação dos Canaricultores de Portugal (ACP). Mas, fruto da sua atividade e das secções que a compunham, ocorreram novas e profundas alterações. Em 1956 a ACP passou a denominar-se Associação dos Avicultores de Portugal, nome que perdura até hoje. A AAP era uma organização de cariz mais amplo, tendo sido aprovados os novos estatutos, ratificados em portaria de 17/12/1957 e publicados em Diário do Governo no início de 1958.
Depois de se filiar na Confederação Ornitológica Mundial, a AAP organizou os campeonatos do mundo de ornitologia em 1957, 1959, 1964, 1966 e 1970. Com a criação das Federações em Portugal, a AAP passou a ser um clube associado a uma federação com implantação geográfica mais a Sul – a FOP. Em 2017 fez-se história e a AAP filiou-se na FONP para continuar a evoluir e a consolidar a sua estratégia de expansão.
Independentemente dos períodos de maior ou menor fulgor associativo e de melhor ou pior desempenho da sua atividade, a AAP continua a ser um clube de referência na ornitologia em Portugal.
Atualmente tem a sua sede aberta aos sócios em Belas, no concelho de Sintra, distrito de Lisboa, local onde tem procurado manter atividades ligadas à formação e ao convívio entre os sócios e para os sócios. Mas a AAP irá expandir-se para outras geografias, nomeadamente onde tem organizado as sua exposições – Odivelas e também em Lisboa. Realçamos a formação e a partilha do conhecimento porque consideramos que só assim teremos mais e melhores criadores. Numa visão estratégica e de desenvolvimento, optámos pela criação de secções nas quais os sócios se inscrevem e onde se desenvolvem iniciativas específicas relativamente ao tipo de aves que cada sócio cria. Não obstante toda a dinâmica evidenciada na orientação para o sócio de uma forma geral, a AAP, nos casos que se justifiquem, também apoia iniciativas que visem o debate e o desenvolvimento de determinada espécie ou classe e que, dessa forma, contribuam positivamente para a sua evolução. Tanto que, obedecendo a esse critério, foram organizados Workshops, Colóquios, encontros e exposições temáticas com o intuito de irmos ao encontro da vontade e interesse dos nossos sócios.
Embora os criadores portugueses tenham atingido uma performance exemplar no último campeonato do mundo, certame que registou campeões mundiais sócios da AAP, a nossa Associação continua a promover o intercâmbio com os outros países. Nesse sentido, continuaremos a organizar viagens a eventos de referência mas a custo reduzido que dê a possibilidade aos nossos sócios de recolherem informação e beneficiarem de experiências do que se faz “lá fora”. Assim, brevemente daremos notícias das viagens que iremos organizar.
Outra forma de estabelecermos relações com os outros países, nomeadamente com o objetivo de obter conhecimento e eventualmente melhorar a nossa performance, são os convites que fazemos, aquando das nossas exposições, a juízes estrangeiros de reconhecida qualidade que podem aportar outro tipo de ensinamentos, contribuindo com o seu conhecimento e experiência. Tanto os juízes, como os criadores nacionais, podem beneficiar com esta partilha de informação. Para alguns, esta situação constitui uma ameaça mas para os mais aptos, é, decididamente, uma oportunidade.
Em relação às exposições que iremos organizar este ano, daremos toda a informação brevemente, pois estamos em negociação do espaço.
É muito importante para a AAP que todos os seus sócios “cresçam” num ambiente salutar e franco, onde, o convívio e a amizade são a ponte para o sucesso, desta grande família. Brevemente, iremos divulgar algumas iniciativas e projetos que temos vindo a estudar, com o objetivo de envolver os sócios porque, sem o seu apoio, também não é possível fazer um trabalho de qualidade. Seremos os primeiros a promover as relações entre todos os clubes e, em relação à FONP, contamos apoiá-la naquilo que é a sua missão, bem como dar o nosso contributo em aspetos que também consideramos ser importantes para o desenvolvimento da ornitologia em Portugal.
Sabemos que apesar da nossa motivação, iremos encontrar obstáculos e forças que nos tentarão demover do nosso caminho mas estamos convictos que iremos ultrapassar mais este desafio. Os sócios são a nossa inspiração e com muita humildade, trabalho e perseverança, atingiremos esse objetivo. E continuaremos a fazer história.
Somos todos AAP, o clube mais antigo de Portugal.
Mas somos todos o FUTURO desta grande Associação.
1 de julho de 2017
A Direção da AAP
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